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De Volta a Hanói


Chegamos por volta das 19h, vindo do tour em Hoa Lu. Passamos num mercadinho e numa agência de viagens na mesma rua do hotel para comprar a passagem para Luang Prabang (Laos) para o dia 17 de novembro. Antes de deixar Hanói, ainda visitaríamos Sa Pa.

Acordamos cedo no dia seguinte (dia 14) e fomos até o lago Hoan Kiem pegar o carro elétrico para fazer um tour na cidade, que já dissemos não valer a pena, pois faz uma propaganda enganosa, dizendo passar em 13 pontos da cidade. Como seu trajeto é de, no máximo, 1 hora, não dá tempo de visitar tudo (valor do carro por 150.000 VND ou US$ 7 – 30 minutos; e 250.000 VND ou US$ 12 – 1 hora). Nós, por exemplo, passamos por apenas 6 atrações. A primeira foi no Dong Xuan Market (mercado), a 500 m do lago.  
O próximo ponto foi Quan Chuong Gate. A cidade já foi cercada por muros e muralhas e era acessível por 16 portões. Apenas esse, construído em 1749 e reconstruído em 1817, restou.

Bach Ma Temple, construído no século IX. Aberto das 8h às 11h e das 14h às 17h.

Adiante, visitamos o Ngoi Nha Di San – Heritage House. Datada do século XIX, esta casa é um exemplo impressionante do tipo de arquitetura antiga, ainda intacta (foi restaurada em 1999) e aberta ao público. Inicialmente, apenas uma família viveu ali, depois cinco famílias, de 1954 a 1999.

Também no centro, na região próxima ao lago, está a Catedral de Hanói, a Catedral de San Jose, a pequena catedral de Notre Dame de Hanói e a mais antiga. À frente, fica uma estátua da Virgem Maria. Foi construído em 1886 pelos franceses, no estilo neogótico.


A apenas 50m da Catedral, se pode ver uma pagoda na cor amarela, é a Ly Quoc Su Pagoda, uma das mais antigas do gênero em Hanói. Construída em 1131, foi renovada várias vezes, especialmente em 1954, ao ser destruída durante o período colonial francês. Mesmo assim, preserva muitas antiguidades preciosas, como a estátua do Buda ou o sino de Tu Chung, bem como a arquitetura dos padrões únicos de escultura.


Depois, fomos ao excelente Vietnamese Women’s Museum (Bào Tàng Phu nú Viêt Nam), localizado na 36 Ly Thuong Kiet, a poucas quadras da Catedral. Fotos, vídeos, objetos e reconstituição de residências típicas retratam o dia-a-dia, o trabalho, a cultura, a religião, as vestimentas, enfim, a vida e a cultura de diferentes províncias no país, formadas por mais de 30 etnias. Separe, pelo menos, duas horas para o museu. Taxa de entrada: 30.000 VND ou US$ 1,50. Aberto diariamente (exceto segundas), das 8h às 17h.

Dali, fizemos quase tudo a pé. Passamos pelo Hoa Lo Prison (‘Hoa Lo’ e comumente traduzido como "fornalha ardente", mas na verdade significa "fogão"). O nome originou-se do nome da rua "Pho Hoa Lo", devido à concentração de lojas que ali vendem fogões à lenha e fornos de carvão de fogo desde os tempos pré-coloniais. Foi usada pelos colonos franceses para os prisioneiros políticos e, posteriormente, pelo Vietnã do Norte para os prisioneiros de guerra durante a guerra do Vietnã. A prisão foi construída pelos franceses em 1901 (por isso recebe também o nome de ‘Maison Centrale’, quando o Vietnã ainda fazia parte da Indochina francesa, para manter prisioneiros vietnamitas. Presos políticos que se manifestavam e tentavam organizar algum movimento pró-independência foram levados à tortura e execução. Mais tarde, encarcerou pilotos americanos abatidos ou sequestrados quando estavam bombardeando o país, em condições miseráveis e com uma alimentação tão precária que a prisão foi sarcasticamente apelidada de ‘Hanoi Hilton’, em referência à conhecida cadeia de hotéis Hilton. Visitas diárias, das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h.

Passamos pelo National Museum of Vietnamese History (Museu Nacional de História Vietnamita), em funcionamento desde 1958. É um edifício de 1932, de cor amarela, com arquitetura francesa e vietnamita. Ingressos: 20.000 VND (1 US$) ou 10.000 VND (US$ 0,50 para estudantes). Funciona das 8h às 11h30 e das 13h30 às 16h30. Fechado somente às segundas-feiras.
Indo ao museu, vale a pena ver a Hanoi Opera House e o Vietnam Revolutionary Museum (Museu da Revolução), que ficam quase ao lado; todas essas três atrações são próximas ao lago Hoan Kiem.

A ópera foi construída entre 1901 e 1911, em estilo arquitetônico das casas de ópera parisienses. No interior, o piso é de mármore, os lustres são de cobre e o teto é decorado com murais franceses. O local é um grande centro cultural, sediando exposições de arte, concertos, espetáculos de dança e outros eventos nacionais e internacionais. Ali também a orquestra vietnamita apresenta-se, regularmente, com artistas famosos de todo o mundo.
O Museu da Revolução (216 Tran Quang Khai St, French Quarter), fundado em 1959, abriga mais de 3.000 exposições (fotos, cartazes, bandeiras, objetos) que traçam o desenvolvimento da revolução vietnamita comunista desde o início até à vitória final. Mostra três vertentes principais: a luta pela independência (1858-1945), a guerra de resistência (1945-1975) e a guerra do Vietnã no caminho para a recuperação (1975 até o presente). Vale a pena para quem tem um interesse específico no assunto, já que o museu é bastante grande. O museu fecha somente às segundas. As visitas podem ser feitas das 8h às 11h45 e das 13h30 às 16h15. Taxa de entrada: 15.000 VND ou US$ 0,75.

Pegamos um táxi para a grande e bela Praça Ba Dihn, onde está o Mausoléu de Ho Chi Minh. Após dois anos em construção, o mausoléu do presidente Ho Chi Minh foi oficialmente inaugurado em 1975 e possui 21 metros de altura, dividido em três andares. O primeiro preside reuniões organizadas na praça. O segundo piso contém os restos do presidente, que são mantidos em uma câmara, acessível por uma série de passagens e escadarias de mármore. E a parte superior do mausoléu é formada por um terraço separado em três partes. Apesar de ter declarado que seu desejo após a morte era ser cremado e ter suas cinzas espalhadas pelas montanhas do país, Ho Chi Minh (1890 - 1969) teve seu corpo embalsamado e se encontra hoje no mausoléu, nem sempre aberto para visitação na parte interior. É preservado em um caixão de vidro no salão central do mausoléu, em Hanói. O Mausoléu abre somente pela manhã (7h30 às 10h30 no verão e das 8h às 11h no inverno) e fecha às segundas e sextas-feiras e no período de 07 de setembro a 07 de novembro, para manutenção anual.  Ali foi o local em que Ho Chi Minh declarou a independência em 02 de setembro de 1945, estabelecendo a República Democrática do Vietnã.

O Museu Ho Chi Minh, que é a casa onde ele vivia, foi inaugurado em 1990, no centenário do seu nascimento, e guarda relíquias da história de sua vida e seu trabalho. Tem dois andares e os jardins são muito bem cuidados. Um museu semelhante há na cidade de Ho Chi Minh, que visitamos.

A poucas quadras do mausoléu, à esquerda, no sentido da península formada por dois lagos (Truc Bach Lake e West Lake) encontra-se o Tran Quoc Pagoda, considerado o mais antigo pagode na cidade. A arquitetura desse centro budista junto ao lago atrai os turistas. Foi erguido com o nome de "Khai Quoc" (Abrir um país) durante o reinado de Ly, entre os anos 544 e 548. Até o século XV, quando reinava o Rei Le Thai Tong, ganhou um novo nome, "Um Quoc", que significa um país pacífico.

À direita do mausoléu, a 600 m, estão a Torre da Bandeira de Hanói (Flag Tower) e o Vietnam Military Museum ou Vietnam Army Museum (Museu do Exército) que estão na área que um dia foi a Cidadela Imperial de Thang Long (hoje rua Dien Bien Phu), considerada Patrimônio Mundial pela Unesco desde 2010.

A construção da torre foi iniciada em 1805 e concluída em 1812, o 11 º ano de Gia Long, da dinastia Nguyen, cinco anos após o tempo de construção da torre da bandeira em Hue, que também visitamos.

De 1894 a 1897, a colonização francesa destruiu a maior parte da Cidadela Imperial, restando somente algumas ruínas da civilização antiga (três dinastias) e a Torre da Bandeira. Sua imagem foi impressa no primeiro papel moeda emitido pelo Banco do Vietnã.

A torre tem 33 metros de altura, com três plataformas. Vale a pena subir os degraus para observar a cidade. No topo, são oito lados com oito janelas correspondentes a oito direções.

Junto à torre, a fim de contar a luta histórica e heroica do Vietnã contra os invasores poderosos da França e dos EUA e preservar objetos, artefatos e provas vivas dessas grandes lutas, o Ministério da Defesa, no âmbito da política do Partido Comunista do Vietnã, inaugurou o Museu do Exército em 22 de dezembro de 1959 (transformado em Museu da História Militar em 2002), por ocasião do 15º aniversário do Exército Popular do Vietnã fundação. No pátio, há várias sucatas de aviões de guerra. Aberto das 8h às 11h30 e das 13h30 às 16h30, porém fechado às segundas e sextas.

Depois voltando na direção do lago Hoan Kiem (parte central da cidade), procuramos o famoso Templo da Literatura (Quoc Tu Giam), localizado na Van Mieu Street. Foi construído em 1070 em honra de Confúcio, seus seguidores e Chu Van An, uma figura moral na educação vietnamita. Em 1483 foi transformado em Thai Hoc Vien (Instituto Superior de Educação), tendo formado milhares de estudantes.















Após algumas restaurações, preserva vestígios históricos de uma civilização de 1.000 anos de idade, como estátuas de Confúcio e seus discípulos, e construções antigas, como Khue Van Cac (Pavilhão da Constelação de Literatura), distribuídas no prédio maior, em outros menores e no pátio. Aberto das 7h30 às 17h30. Taxa de entrada: 5.000 VND ou US$ 0,25.

Voltamos para o hotel às 18h, pois às 19h tínhamos que estar na portaria para aguardar a Van que nos levaria à estação de trem para irmos para Sa Pa.

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